Trinta notas. Nove na abertura, dez no coração, onze na base. Este é o tipo de construção que a perfumaria fazia em 1988 e que praticamente desapareceu depois — não por falta de técnica, mas por custo e por mudança de gosto. Olivier Cresp assinou o Esencia pour Homme para a Loewe com lavanda, notas verdes, zimbro, bergamota, estragão, gálbano, limão, artemísia e petitgrain na abertura; agulhas de pinheiro, manjericão, sálvia, noz-moscada, gerânio, néroli, rosa, jasmim, lírio-do-vale e groselha preta no coração; e abeto, musgo de carvalho, couro, vetiver, cedro, styrax, patchouli, sândalo, almíscar, âmbar e fava tonka na base. Nos acordes votados, 'aromático' é unânime. Sobre uma base sólida de avaliações e com média alta, segue respeitado quase quarenta anos depois.
Lavanda
Notas Verdes
Bagas de Zimbro
Bergamota
Estragão
Gálbano
Limão
Artemísia
Petitgrain
Agulhas de Pinheiro
Manjericão
Sálvia Esclaréia
Noz-moscada
Gerânio
Néroli
Rosa
Jasmim
Lírio-do-Vale
Groselha Preta
Abeto
Musgo de Carvalho
Couro
Vetiver
Cedro
Styrax
Patchouli
Sândalo
Almíscar
Âmbar
Fava TonkaA abertura é uma floresta inteira: lavanda e artemísia trazem o herbal amargo, o zimbro acrescenta baga resinosa, o gálbano coloca um verde cortante e quase agressivo, o estragão traz anis, e bergamota, limão e petitgrain dão o cítrico. É densa e verde desde o primeiro segundo. O coração aprofunda a floresta e acrescenta flores: agulhas de pinheiro reforçam a conífera, manjericão e sálvia acrescentam camadas herbais, a noz-moscada aquece, e gerânio, néroli, rosa, jasmim e lírio-do-vale formam um floral discreto que impede a rigidez. A base é a fundação clássica: abeto, musgo de carvalho e couro constroem a assinatura chipre-fougère, com vetiver, cedro, patchouli e sândalo dando madeira e terra, e styrax, âmbar, almíscar e fava tonka suavizando.
Os votos mostram boa amplitude: outono lidera, primavera vem quase colada, e inverno e verão seguem atrás. Nenhuma estação descartada, com o calor extremo como única ressalva. Entre dia e noite, o dia lidera por margem próxima. Traduzindo: trabalho, rotina, jantar, encontro. É uma fragrância de personalidade forte, mas com estrutura equilibrada o bastante para uso frequente — o que é notável para uma construção com musgo de carvalho e couro na base.
O desempenho é muito bom. Na longevidade, 'longa duração' lidera, à frente de 'moderada' e de uma parcela em 'eterno', com quase ninguém nas faixas fracas. Ou seja: atravessa o dia com folga na maioria das peles. Na projeção, 'moderada' domina, seguida de 'forte', com uma parcela em 'enorme' e quase ninguém em 'íntimo'. Traduzindo: marca presença de forma clara, com potencial de ocupar o ambiente em quem aplica demais. Dois borrifos rendem bem, e a base de onze elementos é o que sustenta as horas finais com facilidade.
As coníferas e o musgo de carvalho são as notas que mais decidem a experiência. Em pele quente, o couro, o patchouli e o styrax sobem e o conjunto fica mais escuro e resinoso; em pele fria, o gálbano, a lavanda e as agulhas de pinheiro dominam e o perfume soa mais verde e cortante. Vale um registro importante: a regulamentação europeia restringiu o musgo de carvalho depois do lançamento, e relatos comparando versões antigas e atuais aparecem regularmente. Testar a versão que circula hoje é a forma prática de saber o que se está comprando — e é para isso que o decant existe.
Sobre uma base sólida de avaliações, o Esencia tem a faixa mais alta à frente de 'gosto', e as duas somadas formam uma das aprovações mais largas desta seleção — estável para um perfume de quase quatro décadas. O elogio dominante é a construção: as trinta notas e a base com musgo de carvalho são citadas como exemplo do que a perfumaria masculina fazia antes das restrições regulatórias, e a comparação com lançamentos atuais costuma ser desfavorável a estes. O segundo elogio é o caráter verde e viril sem ser agressivo, considerado elegante e atemporal por quem gosta da família.
As críticas são minoria clara, e os neutros são metade delas — número baixo, indicando que o perfume raramente deixa indiferente. A principal crítica é a percepção de que ele envelheceu: a estrutura fougère verde com musgo e couro soa datada para parte do público mais jovem, acostumada com lançamentos doces e frescos. A segunda é a reclamação recorrente sobre reformulações, com relatos de que as versões atuais perderam corpo depois da restrição ao musgo de carvalho. Há ainda quem ache a abertura de gálbano com artemísia agressiva demais nos primeiros minutos, com um verde quase amargo que exige acostumar. São ressalvas de época e de gosto, não de qualidade — a construção em si é praticamente unânime entre quem entende da família.
Se o fougère verde funcionou para você, vale conhecer outros aromáticos com musgo de carvalho e coníferas, além da versão eau de parfum da mesma linha, lançada trinta anos depois com fórmula própria. E se o que atraiu foi o gálbano, esse verde cortante aparece em poucas composições e vale procurar especificamente.
O Esencia pour Homme é lavanda, zimbro e gálbano sobre pinheiro, musgo de carvalho e couro — trinta notas de fougère verde de 1988, com aprovação larga. Dois borrifos bastam. No decant, você conhece a versão atual antes de investir num clássico.
A Perfume Shopping é a primeira e maior loja de decants do Brasil, no mercado desde 2012, com mais de 150 mil clientes atendidos e 250 mil pedidos entregues. Cada decant de Esencia pour Homme é fracionado de frasco 100% original Loewe, adquirido por canais autorizados e manipulado em ambiente controlado para preservar a fragrância exatamente como a marca criou.
Você escolhe o volume de 1 ml a 30 ml, todos com borrifador de alta vedação (exceto a amostra de 1 ml). O decant original é a forma inteligente de viver o Esencia pour Homme na própria pele, em diferentes climas e ocasiões, antes de decidir pelo frasco completo.
Bem. Longa duração lidera, à frente de moderada e de uma parcela em eterno, com quase ninguém nas faixas fracas. A base de onze elementos é o que sustenta.
Segue a linguagem dos fougères verdes dos anos 80, com musgo de carvalho e couro. Parte do público mais jovem o percebe como datado — é a crítica mais registrada, ainda que claramente minoritária.
É uma observação recorrente. A regulamentação restringiu o musgo de carvalho depois de 1988, e há relatos de perda de corpo nas versões atuais. Testar em decant é o jeito de conferir.
São composições distintas. O eau de parfum, de 2018, é bem mais enxuto — musgo, lavanda, vetiver e sândalo — enquanto este original de 1988 tem trinta notas.
Serve. A projeção moderada lidera e quase ninguém marcou 'íntimo', e o uso diurno lidera por margem próxima. Dois borrifos são adequados para ambiente fechado.
| Marca | Loewe |
|---|---|
| Escolha abaixo o volume desejado👇 | 1ml, 2,5ml, 5ml, 8ml, 10ml |
“Decants entregues, muito bem embalados e com entrega rápida, adorei! Com certeza irei comprar novamente!”
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